quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Bombeiros do Rio de Janeiro vencem prêmio internacional de melhor salvamento do ano

O Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro acaba de conquistar o prêmio pelo melhor salvamento do ano no concurso internacional “Conrad Dietrich Magirus Award”, evento realizado na última sexta-feira, 21, na cidade alemã de Ulm. O troféu foi recebido pela equipe que, em janeiro deste ano, resgatou as vítimas do acidente da passarela localizada na Linha Amarela, derrubada por uma caminhão que trafegava com a caçamba levantada.

Participaram da disputa bombeiros de diversos países como Áustria, Espanha, França, Irã, Itália e Romênia. As três equipes finalistas visitaram a fábrica da Magirus, na Alemanha. Além do primeiro lugar, os bombeiros do Rio de Janeiro poderão levar até dez membros para conhecer de perto a corporação mais famosa do mundo, os lendários bombeiros de Nova Iorque.


“É claro que ganhar o primeiro lugar é sempre uma boa sensação, mas cada bombeiro aqui demonstrou extraordinária coragem, determinação e valor”, disse o líder da equipe Tony Tricarico, durante seu discurso, após a cerimônia de premiação. “Estar aqui hoje nos faz vencedores”.

O Resgate

O episódio contou com o trabalho 22 bombeiros do grupamento do Méier, que chegaram ao local da tragédia e se depararam com a seguinte situação: três vítimas dentro de um carro, o caminhoneiro ferido, um homem que caiu no rio ao lado da Linha Amarela, duas mulheres que caíram da passarela, um motociclista machucado e um taxista que teve o carro esmagado pela estrutura. Das nove vítimas, quatro sobreviveram graças às técnicas empregadas pelos profissionais, que foram condecorados e homenageados pelo alto comando do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro.











Fotos: G1








Aplicativo "dedo-duro" permite denunciar problemas em estradas de São Paulo

A Artesp (a agência que regula os serviços de Transporte no Estado de São Paulo) lançou nesta segunda-feira (24) o Eu-Vi, aplicativo que funciona como "dedo-duro" virtual e permite denunciar problemas estruturais em rodovias pedagiadas do Estado, com fotos ou vídeos, que podem ser enviados em tempo real pelo celular.

O projeto cobre 6,4 mil quilômetros de rodovias como Bandeirantes, Raposo Tavares, Anhanguera, Rodoanel, Castelo Branco, Anchieta e Imigrantes. Atenção: rodovias federais ou não pedagiadas estão fora da "área de cobertura" do aplicativo, que também não serve para relatar acidentes. Veja o mapa de cobertura do Eu-vi.

Compatível com celulares da Apple (na App Store) ou com sistema Android (no Google Play), o Eu-Vi funciona assim: após instalá-lo, o usuário tira fotos ou gravar vídeos de até 10 segundos de alguma situação irregular que encontrar na via. Vale buraco no asfalto, placa danificada, animais ou lixo na estrada, bueiro entupido, queimada e outros problemas. 

O envio pede, claro, conexão com a internet e reconhecimento do sinal GPS do smartphone, para localização automática do trecho em que se encontra a irregularidade. Se o sinal estiver fraco, o aplicativo guarda o registro e permite o envio posterior.
O registro será enviado diretamente para a ARTESP, que irá acionar a concessionária responsável para responder e solucionar o problema. Há diferentes prazos pré-estipulados para solucionar cada tipo de irregularidade, e até 10 dias para que o usuário receba uma resposta pelo próprio aplicativo. Há também um campo para consulta do status de cada manifestação -- enviada (vermelho); em andamento (amarelo); e atendida (verde) --, além do histórico de todos os registros.

UOL Carros preparou uma tabela com todas as irregularidades que podem ser apontadas e seus prazos de resolução.


SE DIRIGIR, NÃO FOTOGRAFE
UOL Carros lembra que usar o celular ao volante é infração média no CTB (Código de Trânsito Brasileiro), com perda de quatro pontos na CNH (Carteira de Habilitação) e multa de R$ 85,13. A Artesp recomenda que somente passageiros usem o aplicativo, ou que o motorista pare o carro no acostamento antes de registrar uma reclamação.

Faça o download do App para Android via Play Store e para IOS via App Store.

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Saiba como verificar se um ônibus ou caminhão está com o tacógrafo regular

Você sabia que pode verificar se o ônibus em que vai viajar está regular simplesmente digitando a placa? Ou identificar se o caminhão que vai transportar sua mudança ou carga pode ficar retido na estrada?

Pois é, o Inmetro disponibiliza um serviço fantástico que a maioria das pessoas desconhece e permite identificar se um ônibus ou caminhão estão em dia com o cronotacógrafo, mais popularmente conhecido como tacógrafo. O leigo não percebe mas o velocímetro da maioria dos veículos de carga e passageiros é na realidade um tacógrafo, onde embaixo do visor da velocidade existe um disco, chamado de disco diagrama, onde as informações são registradas.

O equipamento registra a velocidade praticada em todo o percurso, a distância percorrida e o tempo de direção. Por isso é chamada de “caixa preta’ do transporte rodoviário. As informações geradas pelo equipamento são fundamentais na apuração de um acidente e permite realizar um trabalho preventivo, tanto por parte das empresas, controlando seus motoristas como das autoridades. Os veículos de carga com peso bruto acima de 4.536 quilogramas e os veículos de passageiros com mais de 10 lugares são obrigados pelo Código de Trânsito Brasileiro a possuir cronotacógrafo.

Quando um veículo está irregular com a verificação do cronotacógrafo, ele pode ser retido na estrada e receber multa metrológica que pode chegar a R$ 1500,00, sem contar a infração grave pelo Código de Trânsito e perda de cinco pontos na carteira. Isto significa que o condutor poderá ficar impedido de prosseguir viagem com os passageiros ou carga, causando transtornos e prejuízos para evitar despesa de R$ 149,00. O que é indício que outros aspectos da manutenção possam ser negligenciados.

Para identificar possível irregularidade, basta clicar aqui , acessar e digitar a placa. Caso apareça “Nenhum documento encontrado para os dados informados.”, significa que o veículo está totalmente irregular. Outras possibilidades é apresentar a informação que o documento provisório está no prazo ou vencido ou que a certificação está regularizada ou vencida.

Por isso, na hora de contratar qualquer serviço, transporte de passageiros ou carga, verifique a placa pelo site do Inmetro. Você poderá poupar muitos aborrecimentos. Afinal, imagina contratar uma excursão e ficar com os passageiros no meio do caminho ou sua mudança não chegar ao destino porque o caminhão estava irregular?Para quem trabalha com transporte e sofre a concorrência desleal de quem está irregular, esse instrumento também pode ser útil na conquista de clientes. Afinal, estar com o veículo regularizado é obrigação de quem transporta e não é justo que aqueles que cumprem suas obrigações sejam prejudicados por quem anda todo errado.

Mercedes lança nova linha de peças mais baratas do que as originais

A Mercedes-Benz traz dos Estados Unidos para o Brasil a sua linha de peças Alliance Truck Parts para atender clientes que acham as peças originais da marca caras e recorrem ao mercado paralelo. Segundo o diretor de pós-vendas da empresa, Ari de Carvalho, os fornecedores das peças para a Alliance são os mesmos que fornecem para a Mercedes-Benz, portanto, as peças têm o mesmo padrão de qualidade. A principal diferença entre as peças Mercedes-Benz e Alliance está na garantia.

As originais têm 12 meses de garantia e as da Alliance têm três meses, como as do mercado paralelo. Após projeto-piloto implantado em São Paulo, a Alliance foi levada a rede de concessionárias de 15 estados do país. “Em 2015, o alcance será nacional em toda a rede de concessionários”, afirma Ari de Carvalho.

Por causa da legislação de ICMS, a fabricante precisa fazer um acordo individualmente com a secretaria da fazenda de cada estado brasileiro. Por isso, o início da comercialização das peças não começou em todos os estados ao mesmo tempo, mas conforme esses acordos vão sendo concretizados. 

Inicialmente, são 40 itens disponíveis entre peças e acessórios. O objetivo é chegar a cerca de mil itens. Assim, os clientes da marca agora podem optar por peças genuínas da marca, peças da linha RENOV (remanufaturadas a preços competitivos) e peças originais da Alliance Truck Parts.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

BioBus: Conheça o ônibus movido a fezes e lixo

Com a onda sustentável que ronda o mundo, é natural que as empresas tentem utilizar fontes menos poluentes, otimizando seus produtos e, muitas vezes, criando uma solução mais econômica para a empresa e para os clientes. Os projetos de veículos elétricos, por exemplo, apresentam uma nova forma de lidar com os combustíveis, mas a questão de hoje mostra um veículo ainda mais ecológico.

Nas cidades de Bath e Bristol, na Grã-Bretanha, já está circulando um ônibus movido a fezes e lixo . Com assentos para 40 passageiros, o Bio-bus, como é chamado, é o primeiro do mundo a apresentar essa solução. O veículo ainda tem a capacidade impressionante de rodar por 300 quilômetros com um tanque de gás biometano, que é produzido a partir do tratamento de esgoto e do lixo doméstico anual de cinco pessoas.

Estima-se que o lixo doméstico e o esgoto produzido por um único habitante da cidade seja capaz de gerar combustível para fazer o veículo rodar 60 quilômetros. Ao todo, na cidade, a produção de esgoto e lixo chega a 75 milhões de metros cúbicos e 35 mil toneladas, respectivamente, por ano. Com esses números, é possível imaginar a quantidade enorme de combustível que pode ser fabricado para o Bio-Bus.

O resultado no tratamento de esgoto é obtido a partir da digestão anaeróbica de bactérias, que quebram a matéria orgânica sem o uso de oxigênio. Para converter esse biogás em combustível funcional, é preciso fazer algumas modificações, removendo o dióxido de carbono e adicionando, no lugar, o gás propano. O motor em questão é muito parecido com um motor normal, com a diferença de que pode reduzir a emissão de dióxido de carbono em 30%.

O Bio-Bus faz parte da Bath Bus Company e faz o trajeto que vai do aeroporto de Bristol até o centro de Bath. Segundo Collin Field, da Bath Bus Company, Bristol será a Capital Verde da Europa no ano que vem e, sendo assim, o lançamento do ônibus é bastante apropriado.








Canaltech

Foton Caminhões alcança segundo lugar em ranking

Segundo dados fornecidos pela Beiqi Foton Motor Co. Ltd. - maior montadora de caminhões da China, e em volume, a maior do mundo - a Foton Caminhões, representante exclusiva da marca no Brasil, já obteve o segundo lugar no ranking de maiores importadoras de caminhões leves da América Latina, no período de janeiro a outubro de 2014.

De um total de 5.089 importações, a Foton registrou um total de 1.073 unidades importadas para o Brasil. As demais regiões incluídas no ranking são principalmente Colômbia, Chile, Peru, Bolívia, Paraguai e Uruguai. Na opinião de Bernardo Hamacek, CEO da Foton Caminhões, “este balanço é importante, pois demonstra a força como a marca está atuando no País”.

Em abril de 2014 a empresa iniciou as obras da sua fábrica no Brasil, na cidade de Guaíba, no Estado do Rio Grande do Sul, com um plano de investimentos de R$ 250 milhões e capacidade de produção de 20 mil caminhões por ano, que alcançará num período de 10 anos. A previsão é que o primeiro caminhão brasileiro deixe a linha de montagem em 2016. Neste período, a Foton Caminhões continuará o processo de expansão de sua rede de concessionárias que já conta com mais de 24 revendas, e até o final de 2016 terá mais de 50 concessionários operando em todo território nacional.

[VÍDEO] Caminhão salta sobre Lotus de F-1 e entra para o Livro dos Recordes


A gravação de uma propaganda acabou rendendo à equipe Lotus de Fórmula 1, à Renault e à empresa de informática EMC uma menção no "Guiness World Record", o livro dos recordes. O "time" bateu o recorde de salto de caminhão ao executar uma manobra para comercial da EMC, empresa que apoia a Lotus na F-1.

Na peça publicitária, um caminhão da Renault Magnum passa por uma plataforma e salta sobre um carro de F-1. A distância que o caminhão percorreu no ar, sobre o carro em movimento, é um recorde. Foram 25,7 metros.

Ao volante dos veículos estavam dois pilotos que são considerados grandes especialistas em manobras radicais. O caminhão foi guiado pelo britânico Mike Ryan e o Lotus, por Martin Ivanov. Ryan, a propósito, foi dublê em cenas automotivas radicais no filme "O Exterminador do Futuro 2 - O Julgamento Final" (1991). 

A propaganda que valeu recorde foi filmada em 6 de novembro em uma pista na Inglaterra. Representantes do Guiness entregaram o certificado do recorde aos pilotos e integrantes das empresas envolvidas.


sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Primeiro acesso por terra ao Acre deve ficar pronto em 2017

O início da construção da ponte que deve ligar o estado do Acre através da BR-364, sobre o Rio Madeira, deve se iniciar em breve, de acordo com o DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes).

A travessia para o estado que faz divisa com Roraima e fronteira com a Bolívia é atualmente feito por balsas, apenas. São três embarcações que efetuam a travessia 24 horas por dia e transportam diariamente 3 mil veículos leves e pesados.

Um caminhão carregado pode chegar a pagar até R$150,00, enquanto carros a passeio custam R$15,00 e pessoas R$1,55.

A obra terá extensão de 3,5 km, sendo 1,1 km de ponte, e deve reduzir o tempo do trajeto em cerca de uma hora.

A empresa responsável pela construção já está mobilizada no local, aguardando a aprovação final do projeto que deve ser concluído em 36 meses.

Cada vez mais, a tecnologia exige maior qualificação dos motoristas de caminhão

Foi-se o tempo em que a imagem tradicional do caminhoneiro, tendo como companhia apenas a estrada e seu próprio veículo, refletia um cenário fidedigno ao cotidiano da profissão. Assim como em praticamente todas as atividades, a tecnologia também invade cada vez mais as cabines dos caminhões. São, por exemplo, rastreadores e sistemas de posicionamento, que fazem com que, em qualquer lugar, o motorista esteja virtualmente acompanhado, além de freios e caixas modernas, entre outros, que modificam a forma de condução.

Essas mudanças trazem a necessidade de atualização e qualificação dos profissionais, que estão sendo supridas pelas empresas de transporte internamente, por meio de escolas de motoristas e, em alguns casos, até mesmo pelas próprias montadoras. A possibilidade, por parte das empresas, de encontrarem no mercado caminhoneiros já qualificados para lidarem com esses aparatos não é impossível, evidentemente, pois a tecnologia embarcada está longe de ser novidade.

No cenário atual, em que há falta de mão de obra no setor, poucos podem dar-se ao luxo de contratar apenas motoristas que já possuam esse tipo de conhecimento e atualização. Segundo o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística no Estado do Rio Grande do Sul (Setcergs), Sérgio Gonçalves Neto, o déficit de condutores no Brasil, que chegou a quase 100 mil vagas, dá sinais de ligeira queda, principalmente após o fim das principais obras para a Copa do Mundo, mas a melhora ainda não passa de 30%. Existem  hoje, portanto, pelo menos 70 mil vagas no setor, que, enquanto não forem preenchidas, representam veículos parados nas empresas e, consequentemente, urgência por parte delas em contratarem profissionais.

Mesmo assim, resistir à tecnologia embarcada, postura que por muito tempo foi dominante entre os motoristas e, dentre eles, principalmente dos mais antigos na profissão, deixou de ser opção. “Essa resistência existe até hoje, mas já em menor número, obviamente, porque é uma imposição de mercado. Praticamente, não há como oferecer serviços de qualidade com segurança sem que tenha tecnologia embarcada no veículo”, atesta Neto.

É a segurança, não apenas no sentido de combater furtos, mas também de evitar acidentes, um dos dois fatores apontados para a invasão tecnológica nos caminhões. Os sistemas de rastreamento do veículo e da carga, por exemplo, tornaram-se quase onipresentes nas frotas das empresas de transporte. Já absorvidos pelos profissionais de grande parte delas, porém, aos poucos outras ferramentas começam a complementar este serviço, como a telemetria e a biometria. É o caso da Scapini, com sede em Lajeado, que há 10 anos utiliza sistemas de posicionamento global para rastrear seus veículos e que, agora, dedica-se à implantação das duas outras tecnologias.

Embora traga resultados, após um período de médio prazo de qualificação dos motoristas, diminuindo os sinistros e os pequenos estragos, o maior número de ferramentas embarcadas acaba refletindo na atuação do motorista. “O equipamento da biometria que utilizamos, um dos poucos disponíveis no mercado, não é muito fácil de operar, exige paciência do condutor para introduzir no sistema todas as informações necessárias. Além do mais, ele precisa alimentar também o gerenciamento de risco, não consegue fazer tudo no mesmo equipamento, então precisa saber mexer em mais de um software por dia nas atividades”, afirma a gerente de desenvolvimento humano e de processos da empresa, Cleusa Scapini Becchi.

Já o outro fator, mais comumente associado ao conceito de tecnologia embarcada, é a melhor produtividade de cada veículo se conduzido de maneira adequada. Em alguns casos, o bom preparo do motorista em relação ao uso de todos os dispositivos que lhe são oferecidos pode chegar a até quase 9% de economia de combustível. Em uma viagem experimental de 1.700 quilômetros  para alunos, por exemplo, a diferença de consumo entre veículos guiados por motoristas treinados e outros sem o preparo chegou a 70 litros, segundo Eloir Pramio, coordenador de cursos da Fundação Adolpho Bósio de Educação no Transporte (Fabet), escola para motoristas de Concórdia (SC).

Além disso, os dispositivos também podem trazer outros ganhos. “Motorista treinado economiza em diesel, em pneu, em manutenção. Existe uma economia geral em todos os componentes”, diz o diretor executivo da Transportes Cavalinho, de Vacaria, Paulo Ricardo Ossani. “Além do custo operacional menor, você tem uma perda de equipamento menor com um profissional qualificado.”




Montadoras dão informações para uso dos recursos de seus veículos

Há alguns anos, a tecnologia embarcada ainda era, até certo ponto, uma opção. Pagava-se mais por recursos adicionais no momento da compra do caminhão, ou implantava-se algum dispositivo em um veículo mais antigo. Hoje, grande parte dos recursos tecnológicos já vem incorporada em série pelas próprias montadoras, que desenvolvem e atualizam ferramentas o tempo todo e, para garantir o bom uso delas, oferecem treinamentos de diversas formas para seus clientes.

Entre os recursos acoplados a todos os caminhões, um dos principais é a caixa de câmbio automatizada, que já é oferecida em algumas montadoras desde 2001, os freios-motores e mesmo os freios ABS, obrigatórios por lei a partir de 2014. Há, porém, outras ferramentas digitais que, aos poucos, começam a ganhar espaço.

O sistema EcoCruise, da Scania, por exemplo, um dos mais novos da empresa, utiliza um software que reconhece o fim da inclinação em uma subida ou descida, e ajusta a aceleração automaticamente, diminuindo os impactos e gerando economia de combustível.

Em termos de segurança, há também um sistema opcional de bafômetro, com o qual o veículo só dá a partida após o sopro do condutor comprovar que ele está abaixo do nível máximo de álcool. Já nos veículos da montadora Iveco, destaca-se a suspensão pneumática para os veículos pesados, o que facilita o engate e desengate diretamente da cabine e informa automaticamente quanto peso há em cada um dos eixos.

Todos os recursos tecnológicos, porém, que em conjunto podem poupar até 5% de combustível, acabam sendo desenvolvidos de forma que não dependam do motorista, até para que o condutor possa se concentrar apenas na estrada. Mas muitos deles, principalmente os que envolvem segurança, dependem da atuação do motorista, segundo Jeferson Silva, engenheiro de produto de pré-vendas da Scania no Brasil.

Para auxiliar os motoristas, a montadora aposta na tecnologia, com um sistema chamado de Driver Support, que é um treinamento digital constante dentro da cabine do caminhão. “O motorista recebe diversas informações no display do computador de bordo (detalhe na foto da página 4), orientando-o como corrigir problemas, como antecipação de aceleração, curva brusca, rotação de motor alta, troca de marcha”, diz Silva.

Além disso, também é dado enfoque às entregas técnicas dos veículos, nas quais instrutores das fábricas ensinam os aspectos básicos de cada tecnologia para os compradores. “A frota que roda no País é muito antiga. Tem motorista que nunca dirigiu caminhão com transmissão sem embreagem, por exemplo, ou que não sabe usar freio motor, então focamos nisso durante essas visitas”, comenta André Lourenço, do marketing de produtos da Iveco.


Transportadoras passaram a dar treinamento para os profissionais

A alta rotatividade de funcionários no setor, aliada a todas as mudanças trazidas pela tecnologia, fazem com que as próprias empresas transportadoras desenvolvam programas internos de formação de motoristas. É o caso da Scapini, que desde 2010 treina todos os seus motoristas no momento da admissão. A carga horária das aulas depende do candidato, como conta a gerente de desenvolvimento humano e de processos da empresa, Cleusa Scapini Becchi.

Para os motoristas que já se encontram aptos ao exercício da atividade profissional, há um treinamento de integração, de 40 horas/aula, no qual os condutores têm contato com as ferramentas de tecnologia, com os módulos de controle de jornada (a biometria) e de telemetria, por exemplo. “Focamos em como ele pode tirar o melhor de cada máquina considerando a tecnologia de que elas dispõem”, afirma Cleusa.

Para quem chega à empresa sem o conhecimento adequado, porém, o treinamento, ministrado por instrutores próprios da Scapini, pode durar de 60 a 120 dias, com enfoque nas questões de monitoramento e rastreamento da carga, incluindo uma viagem experimental de 10 mil quilômetros acompanhado de um monitor.

Mais do que a operação da tecnologia, o desafio das empresas é fazer com que os caminhoneiros aceitem a mudança de paradigma. “O motorista estava acostumado a uma vida profissional com liberdade de atuação, que era o que mais os atraía à atividade. Hoje, essas tecnologias embarcadas permitem controlar sua atuação, ele passou a ser um profissional extremamente controlado”, afirma Cleusa. Ela encontra maior dificuldade nesse aspecto com os profissionais mais antigos.

“Ainda há uma cultura enraizada em que o caminhoneiro pouco acredita na nova tecnologia ou na nova maneira de operar a máquina, e sim nos princípios que aprendeu com o pai, com o avô”, agrega o diretor executivo da Transportes Cavalinho, Paulo Ricardo Ossani. “Mas, após um treinamento, depois de terem contato com o conhecimento, acabam mudando de opinião.” Ossani, inaugurou, em 2003, em parceria com outras empresas de transporte, como a Bertolini, o Centro de Treinamento de Motoristas da Região Nordeste (Centronor), a escola de motoristas de Vacaria.

“Os ganhos são subjetivos, em postura, menos reclamações, menos acidentes. Não dá para mensurar um caminhão parado por um acidente, uma morte, por exemplo, não tem preço”, diz Ossani, que também é diretor do Centronor, onde todos os motoristas da Cavalinho são qualificados no momento da admissão e, depois, passam por reciclagens periódicas.


Escolas se tornaram opção para as empresas e para os autônomos

Para os profissionais autônomos, e mesmo para as empresas que não pretendem montar toda a estrutura necessária para ministrar cursos internos, há diversas escolas de motoristas no País que oferecem esses serviços, entre elas o Centronor e a Fabet. Ambos não atuam como formadoras de motoristas, mas sim como qualificadores de quem já possui carteira e, em alguns casos, até mesmo experiência profissional.

Na Fabet, que, além da sede em Concórdia, aberta em 1997, também possui uma filial em São Paulo (SP), os cursos duram 30 dias, divididos igualmente entre aulas teóricas e práticas. Entre elas, há um módulo específico para a tecnologia embarcada nos veículos. “A mudança nos caminhões é muito rápida, então temos de encaminhar o ensino focando também nas possíveis tendências para o futuro”, conta o coordenador de cursos da instituição, Eloir Pramio. Caixa de câmbio automática, freios auxiliares, sensores de aproximação e controle de tração estariam, segundo ele, entre os tópicos abordados nos cursos.

A maior dificuldade, segundo Pramio, segue sendo a resistência inicial dos profissionais a mudarem o seu modo de condução. “A partir do momento em que você consegue apresentar item a item, a funcionalidade de cada um deles até fica fácil, mas a primeira impressão é sempre assustadora”, comenta o coordenador, que estima em pelo menos 90% os motoristas que se empregam em até um mês após a formatura na escola, que tem uma média de 12 formandos por mês.

Já no Centronor, em Vacaria, que também é aberto a motoristas de outras empresas além de suas mantenedoras, os treinamentos têm duração de 44 horas-aula ministradas em uma semana, no sistema de internato. Segundo o diretor, Paulo Ricardo Ossani, dois terços da carga horária são voltados para a formação humana (autoestima, saúde, combate ao álcool, relação com o meio ambiente, entre outros temas), e o restante, à condução da máquina em si, enfocando câmbio automático, freios ABS e sistemas de monitoramento e rastreamento.

Atualmente, porém, a instituição está fechada, vítima de uma das principais características da tecnologia – a rápida evolução. “Suspendemos os cursos porque se fazia necessária uma remodelagem e um aperfeiçoamento no treinamento”, comenta o diretor da instituição, que tem reabertura marcada para 2 de janeiro de 2015, e que, após reciclagem dos instrutores, terá seus cursos ainda mais voltados para a tecnologia.

Outra opção para as empresas e motoristas costuma ser o Sistema Nacional de Aprendizagem do Transporte (Senat), que tem, em seu portfólio, mais de 200 cursos, entre gratuitos e pagos. Segundo o diretor da unidade de Porto Alegre, Carlos Becker, porém, nenhum deles lida diretamente com a tecnologia embarcada, o que pode ser mudado conforme a demanda das empresas. “Já fizemos um programa no passado, por uma demanda que teve de uma empresa. Não estamos recebendo agora pedidos de maior expressão nessa área, mas temos profissionais preparados caso seja necessário”, comenta.

A necessidade de qualificação, entretanto, torna-se cada vez mais necessária. “O motorista de hoje não é o mesmo de 15 anos atrás, ele tem acesso a informações, trabalha com laptop, internet”, comenta Ossani. “Antes, você dirigia de ouvido, hoje tem de dirigir olhando para o velocímetro e para o controle de rotação, entre outros aparatos eletrônicos”, complementa o diretor do Centronor.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Paraná tem R$ 23 milhões em prejuízo com roubo de carga

Dados da Confederação Nacional dos Transportes (CNT) atestam que 82% dos roubos em rodovias do país foram registrados no Sudeste, se concentrando principalmente nos estados de São Paulo (7.958 casos – 52,4%) e Rio de Janeiro (3.300 ocorrências – 23,3%). O Paraná corresponde a pouco mais de 2%. Mesmo assim, os representantes de empresas ligadas ao transporte estimam que o prejuízo total com o roubo de cargas chegue a R$ 23 milhões neste ano.

Gilberto Antonio Cantú, presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas no Estado do Paraná (Setcepar), explica que recentemente foi regulamentada a Lei n.º 16.127 de 2009, que prevê a cassação da eficácia da inscrição junto ao Cadastro de Contribuintes do ICMS, dos estabelecimentos que forem flagrados comercializando, adquirindo, distribuindo, transportando, estocando ou revendendo produtos oriundos de cargas ilícitas, furtadas ou roubadas. “A regulamentação da lei foi somente um passo, mas ainda falta muito para chegarmos a uma situação segura nas estradas”, comenta.

Entre os produtos roubados estão alimentos, cigarros, eletroeletrônicos, remédios, produtos químicos, têxteis e metalúrgicos, autopeças e combustíveis. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), 21% dos veículos de carga furtados não são recuperados. “Apesar das estatísticas mostrarem que as ocorrências para este tipo de crime só vêm aumentando em todo o país ao longo dos anos, nada foi feito até agora para diminuir estes dados. Basta nos lembrarmos de uma lei nacional de 2006, chamada Lei Negromonte, que criou mecanismos para reprimir esses crimes. Infelizmente ela segue sem efeitos, porque ainda não foi regulamentada”, desabafa Cantú.

 Talk Assessoria de Comunicação

Iveco apresenta novo Tector 150E21 Economy

Robustez, versatilidade e baixo consumo de combustível são alguns dos diferenciais do Tector 150E21 Economy 4X2, nova opção de caminhão na categoria de comerciais médios que a Iveco apresentou ao mercado brasileiro nesta terça, 18/11, em São Paulo. O modelo também marca o lançamento da geração Economy, cuja principal novidade é o uso de propulsores ainda mais eficientes que, no novo Tector, oferecem a maior potência e o maior torque da categoria, aliados a uma significativa economia de combustível, até 15% superior ao líder de vendas do segmento.

O veículo mantém a tradição de robustez da família Tector. Com PBT (Peso Total Bruto) de 15.400Kg, o veículo tem chassi reforçado e versatilidade para receber quaIquer tipo de implemento. “Nove em cada dez compradores aprovam o Tector. Procuramos manter nessa nova versão todos os atributos que tornaram o veículo tão reconhecido pelos nossos compradores. O Tector 15 toneladas é perfeito para entregas urbanas e apresenta desempenho igualmente excepcional em distâncias curtas e médias em rodovias”, afirma Marco Borba, vice-presidente da Iveco para a América Latina.

Projetado, desenvolvido e fabricado no Complexo Industrial da Iveco em Sete Lagoas (MG), o novo Tector Economy tem seus resultados embasados por uma série de testes feitos pela equipe do Centro de Desenvolvimento de Produto da fabricante. Isso envolve quase 1 milhão de quilômetros percorridos em estradas, serras, vias urbanas com e sem pavimentação, além de campos de testes específicos para avaliar a durabilidade e a resistência estrutural do veículo.


Mercado

O segmento de 15 toneladas representa uma fatia significativa do mercado de caminhões médios e semipesados no Brasil, com 15% de participação e vendas estáveis, com cerca de 4.000 conoyunidades por ano. A maioria circula nas cidades e regiões metropolitanas de médio e grande porte, como Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo. Entre os principais nichos de mercado estão o transporte de alimentos, materiais de construção e metais em geral.

“Estamos estreando no segmento com um veículo cujo nome já tem tradição. Com o novo Tector 15 toneladas Economy, a Iveco oferece ao mercado uma opção que une três características desejadas pelos clientes: robustez, versatilidade e baixo consumo de combustítvel. Além disso, a geração Economy chega para somar ainda mais atributos à gama Tector, que, como dizemos, quem prova, aprova. É um caminhão que leva economia até no sobrenome”, afirma Christian Gonzalez, diretor de Marketing da Iveco.

Pesquisas realizadas pela fabricante demonstram que, também no segmento de 15 toneladas, a decisão de compra continua sendo baseada por critérios como custo de manutenção, consumo de combustível e versatilidade. “Com o novo produto, podemos atender tanto as grandes redes de transportadores quanto os pequenos e médios frotistas, que podem preferir um caminhão de 15 toneladas, em vez de adquirir um de tonelagem superior, desde que, como é o caso do Tector, tenha capacidade e robustez suficientes”, completa Gonzalez.


terça-feira, 18 de novembro de 2014

Saiba como vai funcionar o novo sistema de placas de veículos no Brasil

O novo sistema de identificação de veículos no Brasil começa a valer para veículos zero quilômetro emplacados a partir de 1º de janeiro de 2016. O modelo foi aprovado pelo Mercosul e os países membros do bloco, Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Venezuela, vão utilizar a mesma patente de placa, com quatro letras e três números.

A nova placa possui 40 cm de largura por 13 cm de altura - as mesmas dimensões já utilizadas no Brasil. O fundo será branco, com uma faixa azul na parte de cima. Haverá o símbolo do Mercosul à esquerda, seguido do nome do país e bandeira. O modelo vai mudar as cores de placas atualmente utilizadas para diferenciar a finalidade de cada veículo.

Em todos os veículos, a placa terá fundo branco e tarja azul superior. O tipo de uso de cada modelo será diferenciado pela cor dos sete caracteres. Carros particulares vão usar preto e os comerciais o vermelho. Veículos oficiais vão utilizar caracteres azuis e os especiais (montadoras, modelos experimentais e oficinas) o verde. A frota de representações diplomáticas e consulados será identificada pelo dourado e os carros de coleção vão ostentar o cinza prateado. 



Outra mudança é que não haverá mais indicação de estado ou cidade de origem. Segundo o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), que participou do Grupo Ad Hoc, criado pelo Mercosul para implementar o novo sistema, no Brasil não haverá mudança de placa da frota produzida antes de 2016, ou seja, veículos com placas antigas poderão circular normalmente.

Por outro lado, as cores dos veículos de auto-escola ou a necessidade de trocar pela nova placa durante a transferência de propriedade ainda não foram definidas. Esse casos serão normatizados pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

O novo sistema é capaz de gerar até 450 milhões de combinações e não permite a formação de palavras, por exemplo. De acordo com o Denatran, os cinco países também vão criar uma plataforma em comum para consulta das informações dos veículos. “A implantação da patente facilitará as informações entre os países e ajudará no combate de clonagem e roubo de carga e o controle de infrações”, respondeu o órgão ao Vrum.

Uma enquete feita pelo Portal Vrum sobre a preferência do leitor sobre as novas placas recebeu 493 votos: 53% dos participantes gostaram da mudança do sistema de placa, enquanto 47% se manifestaram contra (Números até às 12h de 21/10/2014).

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

As Propagandas Épicas da Volvo Trucks

Apresentar um novo caminhão ao mercado pode não parecer trabalho muito inovador, mas no que depender da Volvo Trucks, divisão de comerciais pesados do Grupo Volvo, esta atividade deixará de seguir parâmetros da propaganda tradicional – na verdade, para a empresa, já deixou. A partir de um novo plano de comunicação global, denominado 2020, a companhia resolveu fazer de uma forma diferente a maneira de lançar seus produtos e, para isso, contratou a agência Forsman & Bodenfors.

“Em 2010, quando a Volvo nos propôs fazer diferente, nós dissemos ‘não’, a princípio”, conta Olle Victorin, sócio e diretor da agência, que está no Brasil para conhecer a operação local da montadora. “Em um segundo contato, entendemos que a proposta era não fazer uma propaganda tradicional. Eles nos convenceram quando disseram: ‘Nossos caminhões são tão fantásticos que queríamos mostrá-los de uma maneira fantástica também’”, lembra Victorin.

O executivo relata que sua equipe precisou estudar para conhecer o produto e seu cliente, até então desconhecidos pelos profissionais. “A essa altura, percebemos que a Volvo, como uma marca nobre, tinha vários tipos de clientes alvo, além dos vários influenciadores destes públicos. A ideia era então fazer com que a mensagem – um lançamento global - atingisse a todos de uma maneira bastante relevante”, comentou.

Dessa parceria, nasceu uma série de vídeos para veiculação na internet, aproveitando o ápice das redes sociais e da comunicação viral. Você leitor deve ter visto – ou ouvido falar – de alguns deles: a bailarina que atravessa uma corda bamba entre dois caminhões, um hamster que dirigiu um caminhão pesado para mineração, um executivo em cima de um caminhão pendurado em um guindaste ou mesmo o mais recente, de um ator de Hollywood que abriu espacate em cima do espelho retrovisor de dois caminhões em movimento.

“Aproveitamos ainda a presença dos representantes da Forsman & Bodenfors para debater ideias focadas no mercado brasileiro”, revela Daniel Mello, gerente de marketing da Volvo Trucks no Brasil.

O diretor da agência ressalta que o País teve um papel importante na disseminação dos vídeos da Volvo: “O Brasil é o terceiro país em número de acessos do vídeo estrelado pelo ator Jean-Claude Van Damme, que teve mais de 76 milhões de visualizações em todo o mundo”.

O resultado com os vídeos mostra um alcance muito positivo para a marca. Pesquisa da agência mostra que após os virais foram gerados mais de 20 mil materiais editoriais em todo o mundo. “Dizer que vendemos caminhões com isso é muito relativo e difícil de mensurar. O que constatamos é que houve um aumento de 46% de pessoas interessadas na marca e outros 50% de crescimento do acesso de pessoas que pesquisaram com mais profundidade as características dos produtos Volvo em seu site”, disse Victorin. “O próprio Van Damme verificou que em sua página no Facebook o número de fãs aumentou de 14 mil para 1 milhão após o vídeo da Volvo.” 












Informações: Automotive Business

Brasil Receberá 1º Túnel Submarino até 2018

O litoral paulista deve receber nos próximos anos o primeiro túnel submarino do país, ligando as cidades de Santos e Guarujá. Atendendo pelo nome de Submerso, o projeto terá em 2015 o início de sua construção, que está prevista para ser finalizada até 2018. A tecnologia usada para realizar a obra será semelhante a que foi usada na construção do Transbay Tube, em São Francisco (EUA), e em cerca de 150 outros túneis do tipo por todo o mundo.

 A escolha pelo trajeto debaixo d’água se deu principalmente pela frota marítima do local. "Em função do intenso movimento de barcos na região, não valia a pena construir uma ponte levadiça", explica Estanislau Marcka, que coordena o Submerso. O túnel terá extensão 1,7 quilômetro e ficará situado a uma profundidade de 21 metros – evitando que barcos possam se chocar contra a obra.



O projeto está orçado em R$ 2,8 bilhões e deve ser financiado pelo BNDES e pelo Tesouro do Estado de São Paulo. Esse primeiro empreendimento do tipo no Brasil deverá atender por volta de 40 mil pessoas diariamente, entre automóveis, ciclistas e pedestres. Esses dois últimos contarão com um duto de acesso secundário, separado dos veículos, que, por sua vez, terão vias para os dois sentidos, com três faixas em cada uma delas – tudo com um amplo espaço para circulação.

 O plano é que a estrutura seja construída em terra firme, dividida em partes que recebem o nome de elementos pelos engenheiros. Serão construídos três desses elementos de cada vez, que então serão levados para debaixo da água, posicionadas e encaixadas corretamente para depois serem unidas e vedadas. "Esse túnel é pensado para ficar inteirão durante uns 100 anos. Vai ser o primeiro de uma série. Creio que outros virão”, afirma Marcka, que acredita que outros túneis podem ser construídos em Santos ou mesmo na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro.

Veja o vídeo abaixo do projeto:


Marcelo Ramos Rodrigues

Castrol anuncia fim da linha de lubrificantes para caminhões e ônibus

Em entrevista exclusiva para o portal FROTA&Cia Online, o diretor de vendas da Castrol no Brasil, Maurício Garcia, anunciou que a empresa vai descontinuar a comercialização no varejo de lubrificantes para linha pesada, a partir de janeiro de 2015. Por “razões estratégicas”, a companhia vai continuar fornecendo o produto apenas para as montadoras de veículos. E focar o portfólio no atendimento da linha leve, para autos e motos. Confira, abaixo, a integra da entrevista.

Por que a Castrol decidiu abandonar a produção de lubrificantes para linha pesada no Brasil?

É importante esclarecer que a empresa não abandonará, e sim descontinuará a sua linha de lubrificantes para a linha pesada. A Castrol continuará atendendo os parceiros com quais mantém contrato de fornecimento, como montadoras, por exemplo. A decisão teve caráter estratégico.

Qual a sua avaliação a respeito do mercado brasileiro de lubrificantes?

A Castrol segue apostando no mercado brasileiro e tem o intuito de continuar investindo fortemente no país com as linhas de produtos para carros e motos. Desta forma, decidimos focar nossos investimentos de pesquisa e desenvolvimento de produtos utilizando as mais avançadas tecnologias para garantir o melhor nível de performance nas linhas de produtos para carros e motos, fortalecendo assim nossa presença e participação com os consumidores locais nesses segmentos específicos. A decisão da companhia não foi influenciada pelas perspectivas de mercado.

Por que a decisão da matriz só afetou o mercado brasileiro?

A Castrol, que é líder mundial em produção e distribuição de lubrificantes, está presente em mais de 100 países e para cada um deles há um planejamento estratégico. Para o Brasil, a empresa optou por descontinuar sua linha de caminhões e ônibus por uma questão de gestão de portfólio. Com um portfólio mais objetivo, pensamos no aperfeiçoamento de produtos inovadores e de alta tecnologia.

A decisão de descontinuar a linha pesada não poderá acarretar prejuízos financeiros e de imagem para as outras linhas de produtos?

De forma alguma. O intuito é o de continuar investindo fortemente no país nas linhas de carros e motos (PCO). Com um portfólio mais focado, a Castrol quer continuar garantindo a satisfação dos parceiros e consumidores com produtos e serviços que cada vez mais superam a expectativa de nossos clientes e consumidores, e garantem o reconhecimento da marca Castrol como uma das mais fortes do mercado brasileiro. Além disso, a Castrol é parceira dos principais fabricantes do setor automotivo.

Como fica a situação dos grandes frotistas que compram o produto a granel, para abastecimento da frota?

Nossos clientes frotistas foram informados antecipadamente sobre nossa decisão e a fim de garantir continuidade aos negócios de cada um e firmando nosso compromisso de transparência e parceria, iremos atendê-los até dezembro de 2014, quando se encerra a produção dos produtos.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Quem fará a manutenção do seu caminhão?

Comprar um caminhão requer um grande investimento. E a melhor maneira de fazê-lo render por muito tempo é manter o veículo sempre em bom estado.

Caminhoneiro inteligente sabe que é melhor prevenir do que remediar. No caso do caminhão, a prevenção é a manutenção preventiva. Até aí tudo certo, todos concordam. O problema surge quando a pergunta é: quem fará a manutenção? A maior parte procura os contratos de manutenção das concessionárias, mas alguns ainda insistem em fazer o serviço no “mecânico de confiança”, ou simplesmente só procuram auxílio quando o caminhão quebra. O pensamento é: vou guardar o dinheiro de um contrato de manutenção e quando o caminhão quebrar, eu banco o conserto.

Essa é uma ideia errada, pois, apesar do que se pensa, o custo de um contrato de manutenção não é tão alto. Além disso, a gama de serviços que ele oferece, ultrapassa em muito a verba que esse caminhoneiro guardaria.

Praticamente todas as fábricas oferecem contrato de manutenção com uma série de vantagens, como, por exemplo, maior valor de revenda do caminhão, pois as peças são originais. Com o contrato tornam-se desnecessários orçamentos e cotações de preços. Além disso, o caminhoneiro tem a previsão de despesa com manutenção durante o tempo de contrato e uma parceria direta com a fábrica. E como todas as paradas são programadas o caminhão tem sua mobilidade aumentada.

Outra grande vantagem é que o cliente deixa de focar na gestão de manutenção e foca na atividade fim do seu negócio: transporte. O que representa uma grande economia, pois ele desativará sua oficina, economizando em equipamentos e mão-de-obra.

Ainda na questão custo, o contrato de manutenção transforma um custo variável em custo fixo facilitando o planejamento financeiro e o fluxo de caixa, e, principalmente, assegura que a manutenção seja realizada com peças genuínas e mão-de-obra especializada, tudo com garantia de fábrica. O usuário possui também cobertura nacional em toda a rede de concessionárias sem necessidade de cadastro ou aprovação de crédito, o que agiliza os serviços e aumenta a disponibilidade operacional.

Mercedes-Benz se destaca no setor de supermercados

A Mercedes-Benz acaba de ser premiada na categoria “Transportes” do Troféu Ponto Extra, realizado pela Associação Paulista de Supermercados (APAS) e que  que leva em conta a votação de cerca de 1.300 supermercadistas associados para anunciar os fornecedores que mais se destacaram ao longo do ano em 25 categorias de produtos. 

“É uma imensa honra e satisfação ganhar a aprovação e a preferência de um setor altamente profissional e exigente como o dos supermercadistas paulistas”, afirma Carlos Garcia, gerente sênior de Vendas e Marketing da Sprinter no Brasil. “Para atender essas empresas, nossa linha de furgões e chassis oferece diversas soluções para o transporte urbano de cargas e a distribuição de produtos e mercadorias, mesmo em áreas de restrição à circulação, com alta produtividade e rentabilidade”.

A empresa oferece mais de 50 modelos – que também inclui vans para transporte de passageiros – e a família de veículos comerciais leves Sprinter é formada pelas versões 311 CDI Street (PBT de 3,50 toneladas), 415 CDI (3,88 toneladas) e 515 CDI (5 toneladas). A capacidade volumétrica varia de  7,5 m³ a 15,5 m³. A r porta lateral corrediça tem 182 cm de altura e 130 cm de largura e a porta traseira tem abertura de 270 graus. A linha de furgões  tem duas opções de alturas internas (1,65 e 1,94 m) e quatro comprimentos (5.245 / 5.910 / 6.945 / 7.345 mm.

A Mercedes-Benz disponibiliza ainda os  caminhões leves Accelo (que contam com versões VUC, ideais para os supermercadistas pelo fato de poderem circular em zonas de restrição), médios e semipesados Atego e Atron e extrapesados Axor e Actros.

Concessionárias tem até dia 21 para faturar caminhões

Ao final de um ano em que o mercado de caminhões novos recuou 13% de janeiro a outubro, na comparação com o mesmo período de 2013, as concessionárias estão correndo contra o tempo para fechar negócios. É que o prazo para aprovação de vendas pelo Programa de Sustentação do Investimento (PSI) na modalidade simplificada se encerra dia 21, na próxima sexta-feira. E o do modelo convencional já terminou no final de outubro.

Salvo alguma mudança de última hora por parte do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), dezembro será um mês morto para o mercado de caminhões novos no Brasil, já que as linhas do banco estatal respondem por mais de 90% das vendas desses veículos . Além disso, é grande o risco de que as lojas passem as primeiras semanas de janeiro às moscas, como aconteceu no ano passado, aguardando as novas regras do BNDES.

“Fomos pegos de surpresa”, afirma o diretor comercial da Auto Sueco São Paulo (concessionária Volvo), Luís Gambim. Segundo ele, o mercado esperava que teria até o fim do ano para trabalhar ao menos com a modalidade convencional. Por este modelo, o banco pega a documentação do comprador e manda para o BNDES, que a analisa e autoriza o faturamento. No simplificado, é o banco que autoriza o faturamento e, depois, manda a documentação para o BNDES. No primeiro caso, a concessionária pode levar até 90 dias para receber o dinheiro. Já, no modo simplificado, esse prazo é de poucos dias.

“O prazo dado para o BNDES para o modelo simplificado foi dia 5 de dezembro, mas os bancos precisam de um intervalo de tempo para o caso de algum problema com a documentação e nos deram só até o dia 21 (de novembro) para faturarmos”, explica o diretor. Ele diz que as lojas da Auto Sueco estão numa “correria danada” para antecipar os negócios e que já faltam caminhões, uma vez que a indústria não dá conta de entregar, em novembro, os veículos programados para dezembro. “Neste momento, o cenário é muito preocupante”, declara.

O diretor diz que há representantes do setor discutindo o problema com o BNDES. E que o banco estatal teria sinalizado a disposição de antecipar uma normativa com as novas regras do PSI já na próxima semana. O mercado espera que os juros do programa, que hoje são de 6% ao ano, serão elevados até 9%, o que, segundo Gambim, ainda é uma boa taxa. É menos da metade da cobrada em leasing e CDC.

“O mercado está em ebulição, está nervoso”, afirma Fernando Xavier Mourão, gerente comercial da Konrad Paraná (concessionária Ford), de Maringá. Segundo ele, apesar da correria para antecipar faturamento, não será possível fechar em novembro todos os negócios que seriam feitos em dezembro. “Estamos correndo para minimizar o prejuízo”, afirma.

Gerente da Rota Oeste (casa Scania), de Cuiabá, Janilson Almeida diz que a loja tinha expectativa de continuar realizando financiamentos pelo sistema convencional até dezembro. “Estamos correndo, mas não conseguiremos antecipar tudo porque as montadoras não têm como antecipar as entregas”, afirma. Quem também está em ritmo de correria é a Escandinávia (Scania), de Sorocaba. “Perdemos um mês”, afirma o gerente de Vendas, Sandro de Oliveira, adiantando que não fechará negócios em dezembro.

A assessoria do BNDES negou que tenha havido mudanças de regras. Diz que as interrupções de final de ano são previstas e que o mercado sabe disso. Também ressalta que o banco estatal implantou o modelo simplificado a pedido das concessionárias. Em nota enviada à Carga Pesada, a assessoria afirma que “não faltará financiamento do BNDES para a aquisição de caminhões neste final de 2014 e em 2015”.

Um ano difícil
As concessionárias de caminhões vão fechar o ano com retrações de 10% a 35% em relação ao ano passado. Apesar disso Luís Gambim, da Auto Sueco, diz que não considera 2014 um ano ruim porque a loja e a Volvo ganharam participação no mercado. Mas admite que as vendas caíram 10%. Em relação ao próximo ano, de acordo com ele, a expectativa é de estabilidade. “Trabalho com a perspectiva de que seja um ano parecido com 2014.”

Fernando Mourão, da Konrad, calcula a retração em 15%. “Mas há segmentos que caíram 30%. Nós não sentimos tanto porque trabalhamos em todos os segmentos”, declara. A loja de Maringá vendeu menos caminhões extrapesados e mais leves.

Na Rota Oeste de Cuiabá, as vendas caíram 35%. “Foi um ano muito difícil”, avalia Janilson Almeida. O cenário para o próximo ano, na visão dele, é uma “incógnita”. “Mas não vejo nenhum aceno de que o mercado de caminhões estará comprador em 2015”, avisa.

Apesar das dificuldades, Sandro de Oliveira diz que a Escandinávia não demitiu funcionários neste ano. “Pelo contrário: contratei mais vendedores para buscarem clientes novos”, conta. Atuando numa região produtora de cana de açúcar, a loja sofreu com a quebra da safra. “Os clientes ficaram com medo de investir”, explica. Em relação ao próximo ano, ele se diz otimista. “Espero que será bem melhor, com um crescimento de pelo menos 20% nos negócios.”

Suzuki mostra a força do seu novo Jimny 2015

Com certeza você já ouviu falar na grande força que a formiga possui, conseguindo arrastar coisas que são muito mais pesadas do que ela em termos de massa. Pois foi justamente baseada nesta força descomunal que pode vir de um pequeno ser é que a Suzuki baseou o mais recente vídeo de divulgação do seu novo Jimny 2015.

O SUV Compacto da montadora, que recentemente esteve presente no estande da Suzuki no Salão do Automóvel de Paris, foi colocado em uma verdadeira prova de fogo para conseguir demonstrar a sua verdadeira força.

Nas imagens ele aparece arrastando um grande caminhão cegonha, lotado de carros. O vídeo mostra ele arrancando com um cabo preso ao caminhão e depois andando por uma determinada distância, conseguindo provar que tamanho não é, e nunca será, documento nem mesmo para os automóveis.

Na sua aparição durante a última edição do Salão do Automóvel a Suzuki fez questão de apresentar as novidades em relação ao modelo passado, com algumas alterações sutis feitas no design de um modo geral. Além disso, o carro também ganhou alguns outros itens de série, como controle de estabilidade, sensor de pressão dos pneus e aviso de troca de marchas no quadro de instrumentos. 



quinta-feira, 13 de novembro de 2014

BelAZ 75710: o maior caminhão do mundo

Você achava o Caterpillar 797 impressionante? Pois saiba que ele não é maior caminhão do mundo. A posição de primeiro pertence ao 75710, fabricado pela empresa bielorrussa BelAZ.

Apesar da aparência muito similar ao segundo colocado, o 75710 é consideravelmente mais poderoso: ele é capaz de levantar quase 500 toneladas de pedra, terra e outros materiais. Em compensação, ele também é muito mais pesado, com modestas 900 toneladas de peso – quase 50% mais que o Caterpillar 797.

Para se mover com tanto peso, um motor mais potente não foi suficiente; logo, o 75710 conta com dois motores diesel, segundo o Gizmodo . Apesar do enorme tamanho, vale comentar que o veículo não é exatamente espaçoso, possuindo uma cabine apenas com espaço suficiente para duas pessoas.











Tecmundo